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Terça-feira, 11 de Março de 2008

A CIDADE DE VENEZA COM RISCO DE SER SUBMERGIDA PELAS ÁGUAS

A 4 de Novembro de 1966, - entretanto, já passaram, cerca, de quarenta anos – a incomparável Cidade de Veneza assistia, impávida e não muito serenamente, à subida galopante da maré, tendo chegado a atingir os 194 centímetros, - valor recorde, até então, nunca alcançado – e acabado por submergir a Sereníssima, deixando o lastro da ameaça a pairar sobre a chegada do futuro.

 

Os venezianos e apreciadores do património artístico temeram o pior, isto na estrita medida em que, os potenciais danos e custos associados passariam a assumir valores incalculáveis. Várias têm sido as soluções propostas, se bem que as somas dispendidas remontam a montantes muito elevados, para os cofres do erário público. Contudo, as águas do Mar Adriático, mesmo contra as múltiplas preces e vontades das gentes, teimavam em querer entrar, pelas zonas mais baixas, nomeadamente, pela famosíssima, e não menos encantadora, Praça de São Marcos.

 

A verdade dos factos nua e crua tem sido esta : o ecossistema lagunar, onde a Cidade dos Rondós, se insere, têm se agravado, de dia para dia, e as cheias parecem não ter a intenção de refrear os seus intentos. Independentemente de todo este quadro digno de Dante, bem mais do que Petrarca, o Estado italiano, em atestado de bravura política, optou, na década de 90 do século passado, pela salvaguarda de Veneza e de toda a sua laguna envolvente : tratava-se, no seu claro entendimento, de uma questão de interesse nacional prioritário. Os Surreal, também, concordam com esta leitura e aplaudem todas as tentativas levadas a cabo, pelas entidades competentes, no sentido de manter viva uma cidade tão única no mundo.

 

Seja como for, a criação do megacentro petroquímico de Porto Marghera e a escavação de canais de navegação profundos desencadearam a emissão de uma série de poluentes – derivados da actividade não só industrial, como também, agrícola e mesmo civil – para as águas e acabaram por impor modificações, muito amplas, no desenho hidrodinâmico da laguna. Por conseguinte, ficamos a perceber que, tanto a erosão, como a subsidência, a própria eustasia – entendida enquanto subida global relativa do nível do mar -, bem como a poluição acrescida do movimento das ondas, foram, pouco a pouco, contribuindo para todo este cenário meio bíblico.

 

Para lá de todas as vicissitudes e adversidades, mais ou menos, consentidas ou provocadas, o incrível foi, para os Surreal, ficar a saber da nova promissora solução engendrada pelos académicos e entendidos desta matérias : já tem nome e designa-se por Sistema Moisés. Actualmente, está a ser construído nos canais da laguna, os espaços entre a linha de costa e por onde as temidas marés entram e saem. Este sistema inovador, nunca antes testado, assenta num conjunto de barreiras fixas e barreiras móveis, com 78 paredões, dispostos, em articulação estreita, ao longo de quatro linhas. Em média, aquilo se espera de todo este intricado e dinâmico novo paradigma das cidades ameaçadas pelas águas, é que, durante um período de tempo de 4 a 5 horas, se possa fechar e consiga suportar até uma diferença de 2 metros, entre o mar e a laguna.

 

O objectivo primordial dos responsáveis é poder, num horizonte temporal que não exceda uma década, proporcionar à cidade, que têm apadrinhado as festividades carnavalescas – bem vincadas na sua larga tradição -, uma maior segurança à população residente e, já agora, á visitante. Sempre que as marés atingirem o nível 110, Moisés irá entrar em acção, sob pena de se deitar a perder todo um Património da Humanidade, impossível de recuperar.

 

Quanto mais não possa ser, os SurrealHumanity acreditam que Moisés conseguirá amainar a força das águas, pelo menos, no decurso deste século em que nos encontramos.

 

A Páscoa de Veneza parece, pois, assegurada, depois, logo se verá …

publicado por $urrealHumanity às 12:09
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